terça-feira, 13 de dezembro de 2011

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E então, quem comanda tudo o que acontece aqui embaixo, decidiu que eu era forte o suficiente pra aguentar o tranco. Eu e mais um igual a mim. Talvez tivesse visto que a pequenina de cabelos quase brancos teria um protetor mais lá na frente, alguém que seria por ela e respirasse quase pelo mesmo pulmão. Ele é esse fator gêmeo, escolhido pra suportar o que vier, junto comigo.

Deve ter previsto a incondicionalidade dos dois, que um era o outro, e rezar por um protegia exatamente os dois. E decidiu, sem grandes demoras. Deixou-me crescer junto a um anjo, e então agora eram três. E eu, por sorte ou qualquer outra coisa menos importante, sou a pessoa mais protegida do universo, ou pelo menos me sinto assim.

É que no mundo inteiro você é o único que me salva de qualquer coisa, que me faz crer todos os dias nessa coisa de sagrado. É que do mundo inteiro você solta se me ouvir tossir. É que você funciona em mim, como uma epifania. 

E mesmo você não tendo asas, pode se considerar um anjo da guarda, certo? O meu. 

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